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A oscilação no TDAH não é incoerência — é um padrão


A oscilação no TDAH não é incoerência — é um padrão.

A oscilação no TDAH não é incoerência — é um padrão
A oscilação no TDAH não é incoerência — é um padrão

Pessoas com TDAH vivem em ciclos internos: momentos de impulso criativo, foco intenso e energia… seguidos de fases de cansaço, lentidão e dificuldade de iniciar tarefas.Pesquisas em neurociência mostram que essas variações acontecem porque as funções executivas e os sistemas de motivação do cérebro oscilam ao longo do dia (Barkley, 2021; Shaw et al., 2019).

Não é contradição.Não é preguiça.Não é “falta de esforço”.

É um ritmo neurobiológico, um jeito particular de funcionar.

Quando a pessoa reconhece esse ritmo, deixa de se culpar e começa a se organizar de forma mais gentil consigo mesma — como quem aprende a remar acompanhando a maré e não lutando contra ela.

Por que isso acontece? Explicando para pessoas leigas

1. O cérebro do TDAH varia de “velocidade” ao longo do dia

As chamadas funções executivas — planejar, organizar, priorizar, controlar impulsos — funcionam como engrenagens.No TDAH, essas engrenagens têm um ritmo que “sobe e desce”, influenciado por estresse, sono, estímulos e demanda cognitiva (Barkley, 2021).

Por isso, a pessoa pode estar muito produtiva de manhã e completamente travada à tarde.

2. A motivação funciona em ondas

O cérebro com TDAH responde de forma diferente aos estímulos e às recompensas.Pesquisas de Volkow (2020) mostram que a pessoa precisa sentir alguma relevância na tarefa para conseguir iniciar.Quando essa resposta interna oscila, a motivação também oscila.

3. O sistema emocional é mais reativo

Estudos de Shaw (2019) apontam que pessoas com TDAH lidam com emoções de forma mais intensa.Isso explica por que pequenas mudanças do dia podem gerar picos de irritação, ansiedade ou desânimo — e, pouco depois, tudo volta ao normal.

Nada disso é instabilidade “de personalidade”.É biológico.

Como explicar essa ciclicidade com uma metáfora simples?

Imagine um mar interno.Há momentos em que a onda avança com força, trazendo energia, foco e criatividade.Em outros, a onda recua — não por falta de vontade, mas para recuperar fôlego.

As marés não são erro; são parte da natureza.

Como essa oscilação aparece na vida prática

  • Dificuldade de iniciar tarefas em alguns períodos do dia, mas hiperfoco em outros.

  • Dias em que tudo flui e outros em que o corpo parece “pesado”.

  • Alternância entre engajamento intenso e desmotivação.

  • Mudanças emocionais rápidas quando há sobrecarga ou interrupções.

Esses padrões estão descritos em pesquisas sobre autorregulação e funcionamento executivo.Nada disso é incoerência: é ciclicidade.

Psicoeducação: o que toda pessoa com TDAH precisa saber

  • Seu cérebro funciona em ciclos.

  • Oscilar não significa falhar.

  • Reconhecer seu ritmo traz autonomia.

  • O problema não é “ter ondas”, mas não saber navegar elas.

  • Autocuidado não elimina a oscilação — mas reduz o sofrimento causado por ela.

Se você se reconheceu nesses ciclos e deseja compreender melhor como seu cérebro funciona, a psicoterapia pode abrir caminhos mais leves e organizados para o seu dia a dia.


Entre em contato e agende um encontro comigo, Karina Melo. Vamos construir, passo a passo, uma forma de viver que respeite o seu ritmo interno.



 
 
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