A Terapia Cognitivo Comportamental e o Burnout
- karinasantosdemelo
- 30 de out. de 2025
- 1 min de leitura
Qual o objetivo da terapia no burnout?
O objetivo central é restaurar o equilíbrio entre fazer e ser, entre o desempenho e o descanso. De forma mais específica, a terapia busca:
Reduzir o estresse crônico e as respostas automáticas de luta ou fuga.
Reestruturar pensamentos disfuncionais, como “eu preciso dar conta de tudo” ou “se eu descansar, estou sendo preguiçosa(o)”.
Resgatar a motivação intrínseca, ou seja, o prazer e o sentido nas atividades.
Promover estratégias de enfrentamento mais saudáveis (autorregulação emocional, assertividade, relaxamento, mindfulness).
Reconstruir a identidade pessoal e profissional, que muitas vezes se confunde no burnout.
Qual parte do cérebro é modificada com a terapia?
Pesquisas em neurociência mostram que a psicoterapia realmente modifica o cérebro — especialmente as áreas ligadas ao estresse, emoção e autorregulação. No

Burnout, há um desequilíbrio entre o sistema emocional (límbico) e o sistema racional (pré-frontal).
Durante e após a terapia, o que se observa é:
Diminuição da hiperatividade da amígdala, região ligada ao medo e à resposta de estresse.
Fortalecimento do córtex pré-frontal, responsável por planejar, tomar decisões e regular emoções.
Melhor comunicação entre a amígdala e o pré-frontal, o que ajuda a pessoa a reagir com mais calma e clareza diante de pressões.
Aumento da atividade no hipocampo, região ligada à memória e à aprendizagem — o que contribui para aprender novas formas de pensar e agir.
Ou seja, a terapia literalmente “reorganiza” o cérebro para responder de modo mais equilibrado ao estresse.





